Cobrança interna

Sinto-me sem chão. 
Um nó na garganta. 
O meu juízo interno está de olhos abertos. 
Está de olho em mim. 
Julgo-me, sem dó. 
Errei? 
Inconscientemente culpo-me. 
Quem sou eu para me julgar? 
Cadê a minha defesa dentro de mim? Não sei. 
Será que quero ser defendida? Também não sei. 
Eu só queria acertar. 
Queria que tivesse dado certo. 
Só isso. 
Só que eu errei. 
O peso da consciência massacra. 
A expectativa zomba. 
A paz vai embora. 
Sinto-me só. 
O silêncio é o meu único som.
Só os pensamentos que ficam borbulhando no meu consciente. 
Não tenho ninguém para culpar? 
- Não! – diz a consciência. 
A consciência não permite que eu seja covarde. 
Certíssima! Eu tenho que assumir o meu erro. 
Só me resta tentar superar, aprender e fazer as pazes comigo mesma. 

Viver é aprender. 
Inclusive com os próprios erros.
Viver não é um processo à toa.

Escrito por Aline Goulart

3 comentários :

  1. Eu sou assim e não queria ser.
    Gosto do seu blog. Tenho ele nos meus favoritos.

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  2. Amiga, como posso me julgar, onde está minha defesa dentro de mim?Belo reflexão!!!A gente só pode se julgar, quando nós próprias também nos defendemos, do contrário, carregaremos sempre o fardo da culpa nos nossos ombros, muitas vezes, sem razão.beijos

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  3. Linda mensagem! Como sempre digo, vivendo e aprendendo... pois não existe certo ou errado, e sim, experiência! Beijão Aline

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