Nome próprio

Na vitrola: Coldplay - The Scientist

O meu plano era escrever uma história bonita, daquelas que tocam o coração e a alma. Onde as palavras cintilam o brilho do amor. Uma história bonita é uma história de amor. Nem todas as histórias bonitas falam sobre o amor, mas acredito que na essência (quase) todas carregam um tantinho deste sentimento sublime.

Contudo, a minha vontade era escrever sobre uma história bonita, onde o amor fosse o protagonista principal entre duas almas que se amam intensamente. Sem ter inspiração em alguém, sabe? Só o campo da imaginação escrevendo cada palavrinha. Não seria muito difícil. Afinal, sou escandalosamente romântica e, quase tudo que eu faço, levo o amor juntinho comigo. Sou parceira inseparável do amor. Portanto, nada mais justo do que escrever sobre o dito sentimento que deliciosamente me acompanha.

Nada obstante, a tarefa de escrever sobre o amor tem sido bem difícil. Porque o meu verbo amor (ainda) tem o seu nome próprio. Logo, a minha inspiração não seguiria o sentimento por si só, mas, com certeza, seguiria a piração - ops, eu acho que quis dizer inspiração – que advém do tal nome próprio.

Entre vindas e idas, reconciliações e despedidas, posso dizer que o nosso relacionamento é um-amor-pretérito-perfeito. É uma história que não consegue ficar no passado, mas apesar de tudo, tudo mesmo, foi lindamente perfeita no seu tempo. Confesso mais um pequeno grande detalhe: acredito que este sentimento só permanece vivo através da saudade. Saudade daquela alegria escancarada, dos beijos apaixonados e das promessas de amor infindáveis.

Só que viver na incerteza, não está mais nos meus planos. Contar essa história bonita seria deixar a lembrança viver novamente. No entanto, sei que não estou mais para esse louco romance, pois o meu coração não aceita mais sentir, sem viver. E eu acredito que não devo mais ceder – e nem quero mais ceder –, pois o que passou, passou.

A vida continua e novas histórias devem ser contadas. Fomos felizes até onde nós conseguimos. O nosso amor foi lindo no tempo certo. Para continuar a lembrança bonita aqui dentro, devemos compreender o significado do fim. E logo, logo, será outro dia. E um novo dia que começará cheio de oportunidades. Quem sabe conseguirei escrever uma história bonita, em breve, sem ter que dizer adeus.

Escrito por Aline Goulart
História fictícia baseada na vida*

7 comentários :

  1. Lindo, pura verdade, temos que aceitar o fim das coisas, sempre com a concepção de que há novas e melhores vindo ao nosso encontro, tudo que é bom e realmente significativo será sempre guardado na memória, porém o "ir" nos convida sempre a arquivar novos fatos!


    me identifiquei!!
    bjs flor

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  2. Ai, é triste quando o amor é tão bonito, mas, por uma razão ou outra, ele tem que acabar.
    O consolo é que virão outros amores. Sempre vêm.


    Um abraço, moça.

    Sacudindo Palavras

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  3. Ok! Era para me fazer chorar? Parabéns! Você conseguiu com maestria.

    Simplesmente me vi em cada palavra do seu magnífico texto. O coração precisa compreender o fim, mesmo que seja extremamente possível.

    Beijocas

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  4. Triste e lindas demais tuas palavras! beijos,chica

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  5. é triste mais é lindo.

    Nunca esqueça Deus tem o melhor pra vc, e o que perdido foi não se compara com o que há de vir.

    bjokas =)

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  6. Aline, faço minhas as palavras da amiga Bell. É verdade mesmo!
    Beijos
    Manoel

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