Franqueza

Recuso-me expressar 
o que não me pertence. 

A minha palavra nasce crua. 
Legítima. Ímpar. 

A minha poesia rejeita 
qualquer sentimento que 
não seja autêntico. 
Que não exale 
a verdade d’alma. 

O meu verso não nasceu 
para agradar. 
Nasceu para existir 
como é. 

Por isso, é. 

Pois o que importa 
é verbalizar 
o meu justo sentir.
O que me (co)move.

Escrevo a poesia que me cabe. 
E isso me basta.

Escrito por Aline Goulart

6 comentários :

  1. E gostamos assim: poesia autêntica.

    Bjos, Si

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  2. Olá, sua bela poesia revela o seu puro sentimento, assim, faz dela a mais bela que nasce para existir e ficar, a simplicidade é criadora da beleza, é assim que vejo a suas criações poéticas.
    Continuação de boa semana,
    AG

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  3. Amei! A minha palavra nasce crua e impar! Típico de que tem personalidade.Linda poesia! Abraços com desejos de uma noite abençoada.

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  4. Não apenas escrevamos. Escrevamo-nos.
    GK

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  5. Quem te conhece sabe que esse poema é uma síntese verdadeira do seu caráter. És autêntica por natureza.

    Beijos e mais beijos.

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  6. Adorei sua franqueza, Aline! E do seu jeito de ser... e de dizer...
    Beijinhos
    Ana

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